Aos 21 anos, a estudante de odontologia Ticiane Fernandes carrega na bagagem muito mais do que os livros e os aprendizados da universidade.
Natural de Timbó Grande, ela vive hoje uma experiência que transforma não só a sua formação profissional, mas toda a sua forma de ver o mundo.
Acadêmica do 9º período da Universidade do Vale do Iguaçu (UGV), Ticiane integra a equipe do Instituto Barco Sorriso, uma iniciativa social que leva atendimento odontológico e ações de saúde a populações que vivem em locais onde o acesso a serviços básicos ainda é um grande desafio.
Este ano de 2026 marca um momento histórico para o projeto: pela primeira vez, em parceria com a Neodent e Straumann Group a ação ampliou suas fronteiras e chegou à Amazônia, desembarcando na região do Lago Anamã, no estado do Amazonas.
Lá, comunidades ribeirinhas convivem diariamente com a escassez de atendimento médico e odontológico — realidade que Ticiane e seus colegas foram lá para mudar, ao menos por alguns dias. Ao lado dela, compõem a missão as acadêmicas Luiza, a professora Thábata Schossler e a egressa Bruna Polak. Juntas, elas fazem parte de um grupo multidisciplinar de voluntários que permaneceu oito dias atendendo diretamente às famílias que vivem às margens dos rios.
Mais do que cuidar de dentes, o trabalho foi sobre cuidar de pessoas. “Fazer parte disso é inexplicável. Foram dias muito felizes e cheios de gratidão; cada sorriso que recebíamos de volta nos mostrava o motivo real de cada um de nós ter escolhido estar ali”, compartilha Ticiane. “Foram dias intensos, de muito aprendizado, que nos fizeram entender que tudo vale a pena quando o propósito é o mesmo: cuidar de pessoas com amor.”
A viagem também foi um encontro com uma cultura, uma natureza e um modo de viver que ela diz ser inesquecível. “Estar na Amazônia com o projeto foi um sonho que se realizou. Conheci pessoas e lugares que não quero esquecer jamais: paisagens que parecem obra de arte, uma cultura e uma culinária indescritíveis”, descreve. Ela conta detalhes que ficaram marcados para sempre: “Navegar por horas, dormir dentro do barco e acordar cercada pela imensidão verde da Amazônia foram experiências que me marcaram de uma forma impossível de explicar.”
Agora, de volta à sua terra natal, Ticiane traz na memória cada rosto, cada história e cada lição aprendida. “Volto com o coração grato”, finaliza, deixando claro que essa jornada foi apenas o começo de uma trajetória dedicada a levar cuidado, carinho e esperança a quem mais precisa.
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Diário Timbógrandense






