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Entenda proposta que permite tirar CNH sem frequentar autoescola

 Desde julho de 2025, o governo federal avalia mudanças significativas no processo de obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A proposta, apresentada pelo Ministério dos Transportes, sugere o fim da obrigatoriedade de frequentar autoescolas, com o objetivo de ampliar o acesso à habilitação e reduzir o número de infrações por condução sem documento legal.

Créditos da Imagem: Reprodução/Yandex Imagens


Segundo dados da Secretaria Nacional de Trânsito (SENATRAN), cerca de 20 milhões de brasileiros dirigem sem habilitação. Em 2024, foram registradas mais de 900 mil infrações por esse motivo, e até setembro de 2025, o número já se aproxima de 800 mil ocorrências. O Ministério dos Transportes considera que o atual modelo de formação de condutores impõe barreiras econômicas e logísticas que dificultam a regularização dos motoristas.


A proposta está em consulta pública na plataforma Participa + Brasil até o dia 2 de novembro. Após esse período, o texto poderá ser formalizado por meio de resolução do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN).


Etapas e mudanças previstas

Requisitos básicos: permanecem os mesmos — idade mínima de 18 anos, alfabetização, documento de identidade e inscrição no CPF. A confirmação de identidade poderá ser feita digitalmente via conta GOV.COM.

Abertura do processo: poderá ser realizada online, pelo site ou aplicativo do DETRAN estadual, ou presencialmente. O acompanhamento será feito pelo Registro Nacional de Carteira de Habilitação (RENACH).

Curso teórico: deixa de ser exclusivo das autoescolas. O candidato poderá estudar por meio de plataformas online do Ministério dos Transportes, instituições credenciadas ou escolas públicas de trânsito. A carga horária mínima de 45 horas-aula será eliminada.

Coleta biométrica: obrigatória após o curso teórico, realizada no DETRAN estadual. A biometria será utilizada em todas as etapas seguintes para garantir a identidade do candidato.

Exames médicos: continuam obrigatórios, incluindo avaliação psicológica e exame de aptidão física, realizados em clínicas credenciadas.

Aulas práticas: passam a ser opcionais. O candidato poderá contratar instrutores credenciados ou utilizar veículos próprios. A exigência de 20 horas-aula será retirada.

Exame teórico: permanece obrigatório, com exigência de acerto mínimo de 70% das questões. A prova poderá ser feita presencialmente ou online, conforme a estrutura do DETRAN local.

Prova prática: também obrigatória, com sistema de pontuação mantido. O candidato começa com 100 pontos e precisa terminar com no mínimo 90 para ser aprovado.

Permissão e CNH definitiva: após aprovação, o candidato recebe a Permissão para Dirigir (PPD), válida por um ano. Se não houver infrações graves ou reincidência em médias, a CNH definitiva será emitida automaticamente.

Impacto financeiro

Atualmente, o custo médio para obtenção da CNH pode chegar a R$ 4,2 mil, com duração de até um ano. Com a flexibilização, o Ministério dos Transportes estima que o valor possa cair em até 80%, dependendo das escolhas do candidato nas etapas teórica e prática.


Os valores das taxas continuarão sendo definidos pelos DETRANs estaduais, mas a expectativa é de que a concorrência entre prestadores de serviço e a digitalização do processo contribuam para a redução dos custos totais.


Próximos passos

O projeto segue em consulta pública até o início de novembro. Após esse período, o texto poderá ser ajustado com base nas contribuições recebidas e encaminhado para regulamentação oficial. A expectativa do governo é que a nova estrutura entre em vigor ainda em 2025.


Fontes oficiais consultadas indicam que a proposta busca alinhar o processo de habilitação às novas tecnologias e às necessidades sociais, sem comprometer a segurança no trânsito.



INFORMAÇÕES 

Rádio Alvorada 94,5 Fm 

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