Política de Cookies Política de Privacidade

Programa do SUS permite atendimento em hospitais privados a partir de agosto

 A partir de agosto de 2025, pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) poderão ser atendidos em hospitais e clínicas particulares por meio do programa Agora Tem Especialistas, lançado pelo Ministério da Saúde.

Créditos da Imagem: Reprodução/Yandex Imagens


 A medida busca reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias especializadas, enfrentando o gargalo na atenção especializada que se agravou após a pandemia. O programa utiliza cerca de R$ 750 milhões de dívidas acumuladas por operadoras de planos de saúde, que totalizam mais de R$ 1 bilhão, convertendo esses valores em serviços diretos à população.


O atendimento seguirá o fluxo padrão do SUS: o paciente procura uma Unidade Básica de Saúde (UBS), passa por avaliação médica e, se necessário, é encaminhado para a regulação, que determinará se o procedimento será realizado na rede pública ou privada. As especialidades priorizadas incluem oncologia, ortopedia, oftalmologia, ginecologia, otorrinolaringologia, cardiologia e cirurgia geral, áreas com as maiores filas de espera. “O cidadão não precisará fazer nada além do habitual. Será agendado e informado, inclusive por WhatsApp”, explicou Rodrigo Oliveira, diretor da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde.


A adesão ao programa é voluntária para as operadoras de planos de saúde, que devem apresentar propostas técnicas e comprovar capacidade operacional. Empresas que realizem mais de 100 mil atendimentos por mês podem participar, enquanto, em regiões com escassez de serviços, o limite é de 50 mil atendimentos mensais. O cadastro será feito pela plataforma InvestSUS, e os serviços só começarão após a aprovação das propostas e a organização da regulação local. A medida permite que operadoras compensem dívidas com o SUS, originadas pelo atendimento de seus clientes na rede pública, prestando serviços diretos aos pacientes do sistema.


A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) manterá a fiscalização para garantir que as operadoras não priorizem o SUS em detrimento de seus beneficiários. “Não há espaço para negligenciar os clientes dos planos”, afirmou a diretora-presidente da ANS, Carla Soares. O pagamento às operadoras será feito por “combo completo”, ou seja, apenas após a entrega de todo o pacote de atendimento, que pode incluir consultas, exames e cirurgias. Uma inovação do programa é a integração de dados entre o SUS e a rede suplementar, permitindo o acompanhamento do histórico clínico dos pacientes, evitando exames redundantes e facilitando o atendimento.


O Ministério da Saúde destaca que o programa é uma resposta emergencial e estratégica para ampliar a oferta de serviços especializados, mobilizando a estrutura da rede privada para atender às necessidades da população. “Estamos utilizando todos os recursos possíveis para dar uma resposta rápida e eficaz”, afirmou Rodrigo Oliveira. A iniciativa, que começa em agosto, será implementada gradualmente, com monitoramento para avaliar sua eficácia e impacto na redução das filas no SUS, beneficiando milhões de brasileiros que dependem do sistema público de saúde.





INFORMAÇÕES 

Rádio Alvorada 94,5 Fm 

Postagem Anterior Próxima Postagem