O influenciador e youtuber Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, trouxe à tona uma questão alarmante em um vídeo intitulado “Adultização”, publicado em 6 de agosto de 2025.
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| Foto: Reprodução/Youtube |
Com cerca de 50 minutos de duração, o conteúdo, que já ultrapassou 26 milhões de visualizações, aborda a exploração de crianças e adolescentes nas redes sociais, criticando influenciadores que promovem a sexualização precoce e transformam menores em produtos midiáticos. Com um tom crítico e embasado, Felca expôs casos de conteúdos inadequados envolvendo jovens, gerando grande repercussão.
Entre os alvos de suas denúncias está o influenciador paraibano Hytalo Santos, acusado de expor adolescentes em vídeos com danças sensuais, festas com adultos e conteúdos que sugerem sexualização. Um caso destacado é o da adolescente Kamyla Santos, que participava de vídeos desde os 12 anos e teve seu perfil removido das redes sociais após a repercussão do vídeo de Felca. Outro exemplo mencionado é o de Caroliny Dreher, que, desde os 11 anos, enfrentou comentários adultos em seu conteúdo, com materiais supostamente vazados para fóruns de pedofilia e disponibilizados em plataformas para maiores de idade.
A denúncia de Felca gerou impactos institucionais. Os perfis de Hytalo e Kamyla foram retirados do ar, e investigações já em curso desde 2024 pelo Ministério Público da Paraíba e pelo Ministério Público do Trabalho da 13ª Região ganharam força. Em Brasília, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou que pautará projetos voltados à proteção da infância nas redes sociais, destacando a relevância do tema.
Natural de Londrina, Paraná, e residente em São Paulo, Felca, de 27 anos, possui 4,3 milhões de inscritos no YouTube e 6,5 milhões de seguidores no Instagram. Conhecido inicialmente por conteúdos humorísticos, ele adotou um tom mais sério para tratar da gravidade da adultização. Após ser acusado de pedofilia por seguir perfis que exploravam menores como parte de sua investigação, Felca abriu processos por difamação contra mais de 200 contas, propondo acordos que incluem doações de R$ 250 para instituições de proteção à infância.
Especialistas citados no vídeo explicam que a adultização infantil, ao expor crianças a comportamentos e imagens adultas antes de sua maturidade emocional, pode causar ansiedade, insegurança e distorção de identidade. Felca também criticou o papel dos algoritmos das redes sociais, que, ao interagir com conteúdos infantis, recomendam materiais cada vez mais sensíveis e inadequados. A reação do público foi intensa, com muitos elogiando a coragem do influenciador. “O vídeo do Felca sobre a adultização das crianças chocou e mobilizou milhões de brasileiros”, afirmou Hugo Motta. A deputada Erika Hilton também defendeu investigações mais rigorosas, enquanto o debate aberto por Felca aponta para possíveis mudanças legislativas para proteger crianças nas redes sociais.
INFORMAÇÕES
Rádio Alvorada 94,5 Fm
