O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira, 30 de julho de 2025, um decreto executivo que impõe uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional de 1977.
![]() |
| Créditos da Imagem: Reprodução/Yandex Imagens |
O documento alega uma “emergência nacional” decorrente de políticas e ações do governo brasileiro que, segundo Trump, representam ameaças “incomuns e extraordinárias” à economia, à política externa e aos direitos de liberdade de expressão de cidadãos americanos. Entre as justificativas, o decreto destaca a suposta “perseguição, intimidação, assédio, censura e processo politicamente motivado” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O decreto reforça a postura do governo Trump de proteger interesses americanos, incluindo a segurança nacional e a liberdade de expressão, além de combater o que considera práticas de censura coercitiva e violações de direitos humanos. “O presidente Trump tem reafirmado seu compromisso de defender a economia dos Estados Unidos contra ameaças estrangeiras e responsabilizar violadores de direitos humanos”, afirma o documento. A medida ocorre um dia após a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, intensificando as tensões entre Brasil e EUA.
A tarifa, que entra em vigor em 1º de agosto, impacta diretamente as exportações brasileiras, especialmente produtos como carne, café, frutas e suco de laranja, que têm os EUA como um dos principais mercados. A decisão gerou reações, com a US Chamber, entidade que representa empresas americanas, enviando um pedido à Casa Branca para suspender o “tarifaço”, argumentando prejuízos econômicos bilaterais. No Brasil, o governo já iniciou negociações diplomáticas para mitigar os impactos, enquanto analistas alertam para possíveis quedas nos preços de produtos no mercado interno devido ao excesso de oferta, como já observado com a carne bovina e a manga.
A medida de Trump também reflete um contexto de pressões políticas, incluindo sanções contra Moraes e alertas a países que mantêm relações comerciais com a Rússia. No Brasil, a tarifa é vista como uma tentativa de pressionar o governo em meio a investigações judiciais envolvendo Bolsonaro, como o processo por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. O Itamaraty ainda não se pronunciou oficialmente, mas fontes indicam que a decisão americana pode complicar as relações bilaterais, desafiando a soberania brasileira e impactando setores estratégicos da economia nacional.
INFORMAÇÕES
Rádio Alvorada 94,5 Fm
