O tempo simbólico para uma catástrofe global está ainda mais curto. O Relógio do Juízo Final, indicador criado por cientistas nucleares para medir o risco de destruição da humanidade, avançou um segundo nesta terça-feira (28), posicionando-se agora a 89 segundos da meia-noite.
Um segundo mais perto do limite
Desde 2023, os ponteiros marcavam 90 segundos para a meia-noite, menor intervalo já registrado na história. A decisão de reduzir ainda mais esse tempo reflete a preocupação com conflitos armados, riscos nucleares, crises ambientais e o avanço descontrolado de novas tecnologias.
O boletim do grupo Bulletin of the Atomic Scientists, responsável pelo marcador, enfatizou que os principais fatores de risco globais continuam sem solução, apesar dos sinais de alerta emitidos nos últimos anos. “Líderes e sociedades nacionais falharam em fazer o que é necessário para mudar o curso”, apontou a entidade.
O relógio e suas ameaças
Criado em 1947, o Relógio do Juízo Final surgiu no contexto da Guerra Fria e da ameaça nuclear, mas, ao longo das décadas, passou a considerar outros fatores, como mudanças climáticas e riscos biológicos.
O presidente do comitê responsável pela contagem, Daniel Holz, da Universidade de Chicago, reforçou que a proximidade cada vez maior da meia-noite é um sinal de perigo extremo. “O deslocamento de apenas um segundo deve ser considerado uma indicação de quão perto estamos do precipício”, alertou o grupo.
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Diario Timbógrandense
