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LUTO NA MÚSICA GAUCHA - Morre Pedro Ortaça, o último Tronco Missioneiro da música gaúcha, aos 83 anos

Cantor e compositor, que foi um dos pilares da cultura missioneira, estava internado em Ijuí; ele sofreu complicações após procedimento cirúrgico.


Imagem Facebook - Ônibus de Bandas Diversas OBD - Divulgações 
- Instagram Oficial/ @marianitaortaca

A música regional gaúcha está de luto. Faleceu na madrugada desta sexta-feira (29), aos 83 anos, o cantor e compositor Pedro Ortaça. O artista, reconhecido nacionalmente como o último integrante vivo do lendário grupo dos "Troncos Missioneiros", estava internado no Hospital de Clínicas de Ijuí, na Região Noroeste do Rio Grande do Sul.

Legado e trajetória

​Nascido em São Luiz Gonzaga, no berço das Missões, Ortaça dedicou sua vida a exaltar a identidade cultural do povo missioneiro. Ao lado de Noel Guarany, Cenair Maicá e Jayme Caetano Braun, formou o grupo que renovou a música regional gaúcha, introduzindo uma linguagem que fundia crítica social, resgate histórico e a valorização das raízes indígenas e rurais.

​Autor de clássicos que atravessaram gerações, como “Timbre de Galo” e “Bailanta do Tibúrcio”, ele construiu um vasto cancioneiro autoral com mais de 120 músicas. Em 2025, o músico foi agraciado com o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em reconhecimento à sua contribuição inestimável para a cultura do estado e do país.

Complicações de saúde

​O artista enfrentava um período delicado de saúde e realizava tratamento médico contínuo. Segundo familiares, Ortaça passou por uma cirurgia na quinta-feira (28) e foi encaminhado à Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Durante a madrugada, sofreu três paradas cardiorrespiratórias e não resistiu.

​A confirmação da perda foi feita por sua filha, Marianita Ortaça, através das redes sociais, onde prestou uma emocionante homenagem:

​"Ele sempre será o exemplo mais lindo de resiliência, coragem, força. Gratidão meu pai."

Despedida

​A família ainda trabalha nos trâmites para as cerimônias de despedida. Até o momento, a previsão é que o velório ocorra em Ijuí, com uma possível homenagem também em sua terra natal, São Luiz Gonzaga. O horário e o local exatos devem ser divulgados ao longo do dia.

​O músico deixa a esposa, Rose, e os filhos Gabriel, Marianita e Alberto, além de um legado que, como bem definiu a crítica local, permanece como uma "ruína viva" da história das Missões: indestrutível pelo tempo e eterna na memória coletiva gaúcha. Sua última obra, “Pena Guarany”, lançada no ano passado em parceria com o filho Gabriel, serviu como uma espécie de testamento musical à sua trajetória.

Esta reportagem está em atualização....


INFORMAÇÕES 

G1.globo.com-RS

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