Entre os municípios já atendidos está Timbó Grande, além de Fraiburgo, Caçador, Videira e Rio das Antas. A tecnologia ajuda a reduzir o tamanho das pedras de granizo, diminuindo os danos nas lavouras e trazendo mais segurança para a produção agrícola.
A preocupação com os prejuízos causados pelo granizo em Santa Catarina tem diminuído nos últimos anos. O motivo é o investimento contínuo do Governo do Estado na ampliação do Sistema Antigranizo, que atua de forma preventiva para reduzir os impactos das tempestades, especialmente nas regiões produtoras.
A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape), em parceria com as prefeituras.
Atualmente, o sistema está em funcionamento em 13 municípios por meio desses convênios, e para este ano está prevista a ampliação com a instalação e operacionalização em outras 13 cidades. A tecnologia ajuda a minimizar os danos nas lavouras ao reduzir o tamanho das pedras de granizo, que podem se desintegrar antes de atingir o solo.
“Santa Catarina é referência no sistema antigranizo. Com a ampliação planejada e os convênios já autorizados, o Governo do Estado reforça a política de prevenção com tecnologia, ampliando a cobertura do sistema e garantindo mais segurança para a produção agrícola e para as comunidades catarinenses”, destaca o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort.
Atualmente, por meio de convênios entre o Governo do Estado e as prefeituras, o Sistema Antigranizo está implantado nos municípios de Rio das Antas, Fraiburgo, Matos Costa, Timbó Grande, Lebon Régis, Tangará, Macieira, Caçador, Calmon, Videira, Pinheiro Preto, Ibiam e Arroio Trinta.
Para 2026, está prevista a implantação e operacionalização do sistema em outros 13 municípios: São Joaquim, Bom Jardim da Serra, Atalanta, Aurora, Chapadão do Lageado, Imbuia, Ituporanga, Vidal Ramos, Petrolândia, Lacerdópolis, Presidente Castello Branco, Iomerê e Joaçaba. O investimento estimado para essa expansão é de aproximadamente R$ 12 milhões, além da atualização dos valores de manutenção para os municípios já atendidos.
Em 2025, foram repassados cerca de R$ 2,2 milhões em convênios aos municípios atendidos para a operacionalização do sistema. No mesmo ano, o programa foi ampliado para os municípios de Ibiam e Arroio Trinta.
O sistema
O Sistema Antigranizo iniciou suas operações em 1989 e utiliza geradores de solo que queimam iodeto de prata, liberando o composto nas nuvens carregadas. O objetivo é modificar a formação das pedras de gelo, transformando grandes blocos de granizo em partículas menores, que podem se dissolver antes de atingir o solo ou cair como água supergelada, dependendo da intensidade da tempestade.
“O processo atua diretamente na nuvem para diminuir ou impedir a formação do granizo. Em vez de pedras grandes, formam-se muitas pequenas, que durante a queda podem se dissolver ou chegar ao solo com tamanho reduzido”, explica o meteorologista João Luís Rolim, diretor da AGF Antigranizo Fraiburgo, empresa responsável pela operação do sistema.
O método começou voltado à cultura da maçã, em uma iniciativa da cadeia produtiva do setor. Com a comprovação dos resultados para os agricultores, o sistema foi ampliado para outras culturas e municípios, inicialmente para o cultivo de tomate em Caçador. Atualmente, são cerca de 170 geradores em operação.
Segundo Rolim, o sistema é eficiente na redução tanto da área atingida quanto do tamanho das pedras de granizo — fator essencial em regiões produtoras de frutas, onde os prejuízos podem ser significativos.
INFORMAÇÕES
Diário Timbógrandense
