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Caminhoneiros anunciam paralisação nacional a partir de 4 de dezembro

 Eles afirmam que o movimento é apartidário e busca garantir o cumprimento dos direitos da categoria

Foto: Miguel Schincariol/AFP

Em um vídeo divulgado nas redes sociais, o desembargador aposentado Sebastião Coelho e o representante da União Brasileira dos Caminhoneiros, Chicão Caminhoneiro, confirmaram que irão protocolar uma ação para garantir respaldo jurídico à paralisação geral.

O movimento, segundo eles, está previsto para ocorrer em todo o país a partir desta quinta-feira (4/12).

Chicão afirmou que a iniciativa busca assegurar segurança legal ao ato.


Ele declarou: “Estaremos protocolando o movimento para trazermos a legalidade jurídica dessa ação que vamos iniciar a partir do dia 4 de dezembro. Doutor Sebastião Coelho estará conosco, nos acompanhará. Teremos todo o suporte jurídico necessário para o ato e dentro da legalidade que a lei estabelece”.

Coelho, por sua vez, reforçou seu apoio ao grupo.


O desembargador afirmou: “Agradeço a confiança do movimento, tem o meu apoio. Estarei lá com vocês para dar assistência jurídica e o que for necessário, não só agora, mas em todo o desenrolar do processo, e eu creio que será um processo vitorioso para toda a categoria, diante da pauta que vocês irão apresentar”.


Sem viés partidário

Representantes da categoria destacam que a paralisação não possui vínculo partidário. Eles explicam que o ato busca melhorias concretas para os caminhoneiros.


Entre as reivindicações estão


estabilidade contratual,

cumprimento efetivo das leis,

revisão do Marco Regulatório do Transporte de Cargas e

aposentadoria especial após 25 anos de atividade comprovada.

Coelho ainda orientou que todos os setores, com exceção de serviços essenciais como bombeiros e hospitais, aderirem ao movimento.


Ele explicou que a paralisação deve começar por segmentos específicos e, posteriormente, ganhar força com novas adesões.



A categoria já realizou uma grande paralisação em 2018.

Na época, caminhoneiros ficaram dez dias parados devido aos constantes aumentos no preço do diesel.


O país enfrentou desabastecimento, e a greve terminou após o então presidente Michel Temer aceitar parte das demandas apresentadas pelos trabalhadores.


O novo movimento, portanto, surge em um cenário de crescente mobilização nacional e promete reacender o debate sobre direitos e condições de trabalho da categoria.





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